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comunidade

José Horta Nunes


 A partir de uma análise dos sentidos de "comunidade" em dicionários de língua portuguesa, notamos que a palavra se torna cada vez mais polissêmica do século XVIII até nossos dias. Em um recorte de verbetes de seis dicionários, percebe-se que o verbete "comunidade" é daqueles que a cada século ganha novas acepções. Os sentidos de "agrupamento" e de diversas formas de relação coletiva entre os sujeitos aparecem por meio de uma série de designações (grupo, pessoas, corporação, habitantes, assembléia, união, sociedade, conjunto, população, indivíduos, dentre outras), as quais se distribuem no conjunto dos dicionários. No início, o sentido de "comunidade" era religioso. com uma tendência à monossemia. Depois, foram se ajuntando sentidos jurídicos, políticos, naturais, históricos, até que mais recentemente temos outros sentidos acrescentados: sociológicos, ecológicos e lingüísticos.

Cada verbete pode ser lido como um flagrante de uma época, que produz memória e esquecimento. A comunidade de Bluteau (1712-1728) é religiosa. Notam-se no verbete os traços de "pessoas" em atividades cotidianas nos conventos (oração, coro, refeitório). Além disso, essa comunidade ocupa um lugar público ("elos e exercícios dos Religiosos em lugares públicos"). Não se mostram aí sentidos políticos, jurídicos ou históricos: o verbete tende à univocidade no discurso religioso.

Em Morais (Silva, 1813), vemos um deslocamento em direção a uma "sociedade civil" e a uma relação jurídica ("igualdade de uso dos direitos na coisa commum a muitos") e política ("revolução de certos povos", "Castella chea das dissensões das Communidades"). Em uma das citações, percebe-se também uma oposição ao religioso ("El Rei mantém as Communidades contra os Bispos"). Sabe-se que de Bluteau a Moraes ocorre a passagem do discurso religioso ao jurídico (NUNES, 2006). Atravessado pelo discurso iluminista, Morais vê a "comunidade" estabelecida pelo poder, de modo conflituoso, e pelas leis.

No verbete de Vieira (1871-74), um novo deslocamento, desta vez em direção a um discurso histórico-natural. Nessa passagem, a comunidade se "descarta" de sua origem "natural" e entra no mundo das "vontades" e dos "apetites", como se vê nesta citação: "Depois que a multidão dos viventes se descartou como impossível do primeyro uso da communidade de bens, que só poude observar-se, quando entre a gente do mundo não concorriam tão diversas vontades, e apetites, que são condições iseparáveis dos homens". Fala-se do "direito natural" como "estado de communidade anterior ao estabelecimento da propriedade". Estamos aí na segunda metade do século XIX, conjuntura em que a "comunidade" não é vista como algo estático, mas sim como algo que se transforma na história e até mesmo se "corrompe". Nota-se ainda uma subjetividade psicológica, com um sujeito que se une em comunidade por "prazeres", por "sentimentos".

No final do século XIX notamos em Aulete (1881) o sentido de "Communismo", além de acepções que repetem significações que mencionamos anteriormente. Vemos  nesse dicionário, além disso, a única representação oral da palavra "comunidade", com uma transcrição fonética (pronúncia portuguesa) em caracteres alfabéticos (ku-mu-ni-da-de).

Um grande salto para o século XX com novos flagrantes: alguns sentidos se sedimentam, outros irrompem. No Aurélio (Ferreira, 1999) e em Houaiss e Villar (2001), a "comunidade" se torna social. Além disso, surgem significações no discurso ecológico, onde se aproximam animais e seres humanos que "vivem" ou "habitam" em uma "área". Pela primeira vez na série vemos a comunidade formada por relações lingüísticas ("comunidade de fala", "comunidade lingüística"). Observe-se o deslizmento do sentido político-social, que passa de uma visão conflituosa (como vimos em Moraes com as revoluções e dissensões) a uma visão consensual, como aparece no Aurélio ("agrupamento que se caracteriza por forte coesão baseada no consenso espontâneo dos indivíduos").

Tal percurso pelo dicionário mostra alguns sentidos sedimentados na história, estabilizados em uma memória lexicográfica. As grandes ideologias da religião, do direito e da vida produzem ressonâncias que estabilizam esses sentidos. Enquanto isso, as derivas nas últimas décadas marcam o surgimento de novos domínios de saber, como a sociologia, a ecologia e a lingüística, que aparecem como acréscimos aos sentidos já estabilizados. Tudo isso nos leva a evocar a noção de "quantidade" (Orlandi, 2004), tendo em vista aqui a relação entre dicionário e sociedade. Os dicionários atuais, ao lidarem com a quantidade de acepções, significam a complexidade das relações sociais, muitas vezes repetindo-as, reproduzindo-as sem metaforizá-las. Esse acúmulo nos parece um traço de sociedades contemporâneas que, ao buscarem o novo, se deparam com múltiplos sítios de significação e com fragmentos de memória estabilizada, ou seja, com diversas formas de polissemia.

 

Referências bibliográficas

 

Aulete, J. C. Diccionario Contemporaneo da Língua Portugueza feito sobre um plano inteiramente novo, 2 vol., Lisboa: Imprensa Nacional, 1881.

BLUTEAU, R. Vocabulario Portuguez e Latino, vol. 1-4, Coimbra, Colégio das Artes, 1712-1713; vol. 5-8, Lisboa, Pascoal da Sylva, 1716-1721, Suplemento ao Vocabulario Portuguez e Latino, 2 vol., Lisboa, Joseph Antonio da Sylva, 1727, Patriarcal Officina da Musica, 1728 (o Suplemento inclui um Vocabulario de Synonimos e Phrases Portuguezas, vol. 2, 54-424).

FERREIRA, A. B. de H. Novo Aurélio Século XXI. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

HOUAISS Antônio e VILLAR Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia e Banco de Dados da Língua Portuguesa, Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

NUNES, J. H. Dicionários no Brasil: análise e história – do século XVI ao XIX. Campinas: Pontes Editores; São Paulo: FAPESP; São José do Rio Preto: FAPERP, 2006.

ORLANDI, E. Cidade dos Sentidos. Campinas: Pontes, 2004, p. 149-159.

SILVA, António de Morais. Diccionario da Lingua Portugueza, composto pelo Padre D. Rafael Bluteau, reformado, e acrescentado. [Repr. Facsimilada da edição de 1813: Lisboa: Officina de Simão Thaddeo Ferreira]. Rio de Janeiro: Fluminense, 1922.

VIEIRA Fr. Domingos. Grande Dicionário Português ou Tesouro da Língua Portuguesa. Porto: Ernesto Chardron e Bartholomeu H. de Moraes, 1871-1874, 5 vol.

 

Verbetes utilizados:

 

Bluteau (1712-1728)

 

COMMUNIDADE. Pessoas que vivem em commum. Congregatio hominu, societas, communitasque. Cic. As Communidades, & clerezia daquellas, & outras povoaçoens, Mon. Lusit. tom. 7. fol. 373.

Communidade. As vezes se toma pelos elos, & exercícios dos Religiosos em lugares publicos do convento, como a oração na Igreja, a reza no Coro, a meza no Refeytorio, & assestir a estes communs exercicios, se chama; Seguir as communidades. Communia Religiosae societatis munia obire.  Commimibus Religiosae domûs exercitationibus interesse. Segui as vossas Communidades. Chagas, Cartas, Espirit. tom. 2. 467.

 

 

Silva (1813)

 

COMMUNIDÁDE, S. f. Corporação de gente que vive em commum, v.g. em casa Religiosa. M. Lus. §. Sociedade civil. Arraes, 1.23. §. As Communidades em Hespanha; revolução de certos povos, que pretendião subtrair-se ao governo do Imperador Carlos V. Goes, Cron. Man. e Severim, Disc. Polit. I. "Castella chea das dissensões das Communidades." T. d'agora, 2.1. Cron. Pedr. I. c. 12 a Communidade de Genova. §. Os Concelhos, e póvos das Terras. El Rei mantém as Communidades contra os Bispos (para lhe não pagarem dizimos). Ord. Alf. 2. f. 33. §. Brava...cidade regida por Communidade, de que estes Mouros erão as principaes cabeceiras. B. I. 7. 4. e Paneg. I. f. 49. (democracia). §. Assemblea, junta, união dos Communeiros. Andr. Cron. I. 15. Mariz, D. 4. c. 20. §. Igualdade de uso dos direitos na coisa commua a muitos. Pinheiro, s. 214. §. A communidade de conselhos, de sentimentos; em que muitos conformão. Resende, Lel. f. 50 §. O ser commum a varios: v.g. a communidade das mulheres de partido, e vulgares.

 

Vieira (1871-74)

 

COMMUNIDADE, s. f. (Do latim communitatis). Participação em commum. - Communidade de prazeres. - Communidade de sentimentos.

- Communidade de bens, egualdade de direitos e deveres, participação egual nas rendas, gastos, despezas, impostos. - "Depois que a multidão dos viventes se descartou como impossível do primeyro uso da communidade de bens, que só poude observar-se, quando entre a gente do mundo não concorrião tão diversas vontades, e appetites, que são condições inseparáveis dos homens." Francisco Manoel de Mello, Apologos Dialogaes, p. 118.

- Em alguns auctores de Direito Natural, communidade negativa, estado de communidade anterior ao estabelecimento da propriedade.

- Communidade das mulheres, estado de sociedade, sonhado por alguns sectarios, em que as mulheres seriam communs.

- Grupo mais ou menos extenso, reunido pelas mesmas crenças, pelos mesmos usos, etc. - As primeiras communidade christãs.

- Antigamente: Os habitantes de uma cidade, de uma villa, ou de uma aldêa.

- Corporação. - A communidade dos escrivães.

- A generalidade dos cidadãos, o povo, o Estado. - O interesse da communidade assim o exige.

- Sociedade de pessoas, vivendo juntas, e submetida a uma regra commum.

- Communidade religiosa. - Fomos visitar a communidade.

- Entre os frades capuchos, quarto onde se guardavam os habitos.

- Antigamente: Município. - "Respondem esses Procuradores, que praz a El Rei, que essas communidades, que dem as dizimas; e que as nom mantem, nem manterá, que as nom paguem e que a elle praz, que as dem; e que os Bispos, e os outros Prelados uzem de sua justiça contra aquelles, que as nom quiserem dar." Ordenações Affonsinas, Liv. II, Tit. 2, §  1.

- Pl. Associações dos cidadãos das principaes cidades de Hespanha, contra o poder despotico dos reis, no principio do reindado de Carlos V, de 1519 até 1522.

- Loc. Adv.: Em communidade, em commum. - Em acto de communidade ecclesiastica.

 

Aulete (1881)

 

Communidade (ku-mu-ni--de), s. f. estado ou qualidade do que é commum; participação em commum: Communidade de obrigações, de deveres. | Identidade, paridade, conformidade: A especie de mutua benevolência que inspira a communidade de sensações, quer de prazer, quer de dôr. (Herc.) (Jur.) Communidade de bens, a communicação d'elles. | Communismo. | A totalidade dos cidadãos de um paiz, o estado: Assim o exige o interesse da communidade. | Grupo mais ou menos numeroso reunido pelas mesma crenças, pelos mesmos usos: As primeiras communidades christans. | (Ant.) Corporação. | Sociedade de pessoas que vivem em commum e se submetem à mesma regra com um fim religioso. | A casa onde vive a communidade religiosa; convento. | F. lat. Communitas.

 

Ferreira (1999)

 

comunidade. [Do lat. communitate] S. f. 1. Qualidade ou estado do que é comum: comunhão: Há entre eles comunidade de interesses. 2. Concordância, conformidade, identidade: comunidade de sentimentos. 3. Posse, obrgigação ou direito em comum. 4. O corpo social; a sociedade: As leis atingem toda a comunidade. 5. Qualquer grupo social cujos membros habitam uma região determinada, têm um mesmo governo e estão irmanados por uma mesma herança cultural e histórica. 6. Qualquer conjunto populacional considerado como um todo, em virtude de aspectos geográficos, econômicos e/ou culturais comuns: a comunidade latino americana. 7. Grupo de pessoas coniderado, dentro de uma formação social complexa, em suas caracter'siticas específicas e individualizantes: a comunidade dos comerciantes. 8. Grupo de pessoas que comungam uma mesma crença ou ideal: a comunidade católica. 9. Grupo de pessoas que vivem submetidas a uma mesma regra religiosa. 10. P. ext. Local por elas habitado. 11. Ecol. Conjunto de populações animais e vegetais em uma mesma área, formando um todo integrado e uniforme; biocenose. 12. Sociol. Agrupamento que se caracteriza por forte coesão baseada no consenso espontâneo dos indivíduos. Comunidade de fala. E. Ling. Comunidade Lingüística. Comunidade Lingüística. E. Ling. Grupo de falantes que partilham um conjunto de regras e normas que regulam a conduta lingüística em diferentes situações; comunidade de fala.

 

Houaiss (2001)

 

comunidade s.f. (1272 cf. IVPM supl.) 1 estado ou qualidade das coisas materiais ou das noções abstratas comuns a diversos indivíduos; comunhão 2 concordância, concerto, harmonia (c. de aspirações) (c. de pontos de vista) 3 conjunto de indivíduos organizados num todo ou que manifestam, ger. de maneira consciente, algum traço de união (c. dos artistas) 4 conjunto de habitantes de um mesmo Estado ou qualquer grupo social cujos elementos vivam numa dada área, sob um governo comum e irmanados por um mesmo legado cultural e histórico 5 p. met. o Estado 6 p. met. ant. o município 7 SOC estádio social ou societário (saíram do isolamento selvagem para a c.) 8 SOC população que vive num dado lugar ou região, ger. ligada por interesses comuns 9 por met. essa região ou esse lugar (a c. do ABC paulista) 10 p. ext. qualquer agrupamento populacional 10.1. grupo monástico ou qualquer outro grupo de religiosos, com hábitos de vida e ideais comuns, codificados numa regra; ordem, congregação, confraria (a c. dos beneditinos) 10.2 o prédio ou local em que tal comunidade se acha instalada (dormimos numa c. litorânea) 11 p. met. qualquer grupo de indivíduos unidos por pela mesma profissão ou que exerça a mesma atividade (a c. dos médicos) (a c. dos lexicógrafos) 12 conjunto de indivíduos com determinada característica comum, inserido em um grupo ou siciedade maior que não partilha suas características fundamentais (a. c. japonesa de São Paulo) (a c. de artistas de Arcozelo) (a c. Sikh da Índia) 12.1 p. ext. grupo de indivíduos que partilha uma crença econômica ou social particular e vive em conjunto (uma c. hippie) 12.2 p. ext. grupo de indivíduos que partilha um interesse comum (a c. dos orquidófilos) (a c. dos torcedores de futebol) 12.3 grupo de indivíduos ligados por uma política de ação comum (a c. dos liberais) 12.4 p. met. conjunto de indivíduos, inclusive de nações diferentes, ligado por determinada consciência histórica e/ou por interesses sociais e/ou culturais e/ou econômicos e/ou políticos comuns (a c.européia do carvão e do aço) (a c. cristã mundial) (a c. latino-americana) 13 BIO ECO conjunto de populações que habitam uma mesma área ao mesmo tempo; biocenose 14 JUR posse ou domínio exercido ao mesmo tempo por duas ou mais pessoas sobre a mesma coisa que, por sua natureza ou destinação, se encontra indivisa (c. de bens) 15 JUR direito ou abrigação comum · c. lingüística LING 1 conjunto de indivíduos que utilizam um mesmo idioma 2 agrupamento de pessoas que, num período específico do tempo, usam a mesma língua ou o mesmo dialeto; essa comunidade pode coincidir com uma nação, se esta for monolíngüe, ou pode ser o conjunto de povos que têm uma língua em comum (p. ex.: os lusófonos constituem uma comunidade lingüística), ou grupos regionais, profissionais etc. · c. sociocultural SOC conjunto de indivíduos que, em razão de fatores de natureza social (geográficos, históricos, culturais, raciais etc.), têm em comum certas características que os distinguem de outros grupos no mesmo meio e na mesma ocasião · c. vegetal ECO associação vegetal bem definida por uma combinação característica de espécies ? cf. bioma  ETIM lat. communitas, atis 'comunidade, analogia', de communis, e 'que pertence a muitos ou a todos, púbico, comum'; ver comun(i)-; f. hist. 1272 comunidade, 1273 cõmunydade, sXV comonidade  SIN/VAR ver sin de agremiação.

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