Verbetes:
adaptação às mudanças climáticas
albergue
amolador
analfabetismo-alfabetização
andarilho
aprender-ensinar
aquecimento global
arruaça
arruaceiro
artista
artista de rua
assentamento
aterro sanitário
auxílio moradia
bairro
bairro-educador
bairro-escola
benevolo, leonardo (1923-)
bicicletário
bicicletário (foto)
bifobia
bilhete único
bonde (foto)
buzinaço
calçada
calçadão
camelô
cão e urbanidade
cartilha
casa
casa e corrida (foto)
catador
censo
centro
centro de estudos da metrópole
centro, revitalização (foto)
ciber
ciberbullying
cibercondria
cibercultura
ciclista, ciclofaixa (foto)
cidad-e
cidadania
cidadão
cidade
cidade dormitório
cidade escola
cidade global
cidade-alfa
cisgÊnero
coletivo
comércio ilegal
comunidade
comunidade
condomínio
condomínio de luxo
condomínio fechado
condomínio horizontal
congestionamento (foto)
container de lixo (foto)
contrabando
conurbação
corpografia
corrupção
cortiço
crime
crônica urbana
cultura e espaço
denúncia
denuncismo
desastre natural
disciplina
domicílio
droga
elevado
enchente
escola
escola de samba
espoliação urbana
estelionato
eutopia
exclusão espacial
favela
favela
favelização
feminismo
flanelinha
fobia
forma escolar
fragmentação econômica
fragmentação espacial
fragmentação social
furto
gari
globalization and world cities research network (gawc)
guardador de carros
habitante
hídrico
história da cidade (livro)
homicídio
ignorância
inclusão espacial
instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge)
integração (transporte)
internetês
invasão
ipcc (painel intergovernamental sobre mudanças do clima)
janelas
laboratório de estudos urbanos
lagoa
lagoa (foto)
lambe-lambe
largo
lembranças escolares
lesbofobia
lixão
lixeiras (foto)
lixeiro
lixo
lote
loteamento
machismo
malabar
mancha urbana
manifestação
marginal
marginalidade
megalópole
memória metálica
mendigo
metrópole
metrópole (foto)
metrópole e cultura
metrópole e tráfego (vídeo)
metropolização
ministério da saúde
ministério das cidades
ministério do trabalho e emprego
mitigação das mudanças climáticas
mobilidade
mocambo
monumento
moradia
morador
movimento pendular
mudança climática
mulher
município
município
muro
nômade
observatório das metrópoles
ocupação
organização mundial da saúde (oms)
organizador local
panelaço
panfleteiro
patrick geddes
pedestre
pedinte
periferia
pesquisa nacional por amostra de domicílios (pnad)
pet
pipoqueiro
pirataria
polícia
polissemia
população em situação de rua
população residente
praça
praça adotada
praça de alimentação
praça histórica (foto)
praça identitária
praça seca
praça seca (foto)
prisma faces entrelaçadas
puxadinho
região metropolitana
rodovia e região metropolitana (foto)
romeiro
roubo
rua
ruão
ruído urbano
saber urbano e linguagem
saltimbanco
santidade
saúde (na constituição)
segurança pública
sem-carro
sinaleiro
solo urbano
sorveteiro
subúrbio
telecentro
trabalho informal
tráfego (foto)
tráfico
transeunte
transfobia
transporte
transporte aquaviário
transporte ferroviário
transporte rodoviário
transporte urbano
trecheiro
utopia
vadia
vagabundo
varredor
vazio urbano
viaduto

bairro-escola

Maria Teresa Martins


     "Gestão de potencialidades educativas”, “Tecnologia social de baixo custo”, “Política pública”, “Trabalho em rede” compõem a rede sinonímica ligada à expressão bairro-escola, que se relaciona ao discurso da Associação Cidade Escola Aprendiz, encabeçada pelo jornalista Gilberto Dimenstein.
     A expressão foi criada em 1997 juntamente com a implementação do projeto na Vila Madalena – SP e designa “um novo modelo de gestão de potencialidades educativas, que busca transformar toda a comunidade em extensão da escola, trançando o processo de ensino-aprendizado à vida cotidiana”1.

     Enquanto modelo de gestão, trabalha com o que os idealizadores chamam de Capital Humano. O atravessamento da discursividade econômico-administrativa ecoa trazendo para o discurso da Associação a questão do baixo custo do projeto, acrescentando aos sentidos de bairro-escola: “Tecnologia social”. Em notícia no site Aprendiz2, salienta-se o fato da implementação em Nova Iguaçu – RJ ter um custo de R$12,00 mensais por aluno. Isso se deve ao fato de, no conceito de bairro-escola, serem aproveitados todos os espaços e equipamentos urbanos já existentes: é a educação escolar que vai para a rua. “Escolas, praças, parques, igrejas e postos de saúde. Todos funcionando integrados e sendo aproveitados como espaços de aprendizagem. O conceito de Bairro-Escola - que busca utilizar as potencialidades educativas do bairro - consolidou-se e já é aplicado como política pública efetiva em diversos locais do país, servindo como solução para problemas das áreas da educação, da segurança, da saúde, entre outras”.

     O projeto, que conta com o apoio do MEC, do UNICEF e da Fundação Banco do Brasil, é retomado como política pública por gerar adequações no espaço público para receber a circulação e as atividades das crianças: “Tudo na cidade funciona em função do bairro-escola. Os caminhos entre as Capa do livro Bairro-escola: passo-a-passo (2007).escolas e os espaços onde acontecem as atividades extracurriculares têm uma faixa no chão pintada de vermelho para que as crianças possam andar sem problemas. Os ambulantes recolheram suas barracas para dar passagem às crianças, os motoristas de ônibus foram educados para que parassem os veículos ao ver as crianças passando, toda a sinalização da cidade foi modificada, os muros ganharam cores e os moradores foram sensibilizados”2.

      Enquanto trabalho realizado em rede, o bairro-escola se define pela procura em “conectar o maior número possível dos diferentes atores integrantes da comunidade: as escolas, os comerciantes, os gestores públicos e todos os outros agentes.”3.

      Gilberto Dimenstein também emprega a expressão Bairro Educador. No entanto, no conceito de bairro educador o bairro recebe projetos e atividades de instituições e profissionais parceiros como o Instituto Baccarelli, Antonio Candido e Ruy Otake. A escola é o espaço central do bairro onde se concentram as principais atividades. Já no bairro-escola, a educação é o conceito central, mas ela se dá fora do espaço da escola também. A proposta é justamente sair dos muros da escola e desenvolver atividades educativas no espaço urbano: “Imagine uma escola sem muros, aberta à comunidade, que beneficie a todos e também seja cuidada por todos. Uma escola imensa, com quadras de esporte, praças e parquinhos, cinemas, teatros, museus, ateliês, entre muitas outras facilidades. Uma escola em que o saber acadêmico tem tanto valor quanto o saber popular e em que o currículo é uma grande trilha, ao longo da qual se vivenciam experiências e descobertas”1.

 

Maria Teresa Martins

 

Referências

1 MEC; UNICEF; CIDADE ESCOLA APRENDIZ. Bairro-escola: passo-a-passo. Brasil: MEC, 2007. Disponível gratuitamente em: www.unicef.org/brazil/pt/bairro_escola.pdf.

2 APRENDIZ. Cidades consolidam Bairro-Escola: como política pública. Disponível em: http://aprendiz.uol.com.br/content/cimeshecod.mmp. 

3 APRENDIZ. Bairro-Escola: o desafio de trabalhar em rede. Disponível em: http://aprendiz.uol.com.br/content/frohespest.mmp.