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artista

José Horta Nunes


Uma leitura do verbete artista no dicionário Aulete Digitl (2015) permite identificar alguns sentidos que se esatbilizaram e um modo de dizer sobre esse sujeito:

“1. Pessoa que se dedica a uma atividade artística
2. Pessoa que demonstra sensibilidade e gosto por arte: Ela tem alma de artista.
3. Ator de teatro, cinema, televisão ou circo [Col.: elenco.]
4. Artífice talentoso e engenhoso
5. Pessoa que representa, finge ou engana muito bem: Chorou tanto, que todos acreditaram. É um artista!
a2g.
6. Que demonstra sensibilidade e gosto por arte
7. Que é talentoso, engenhoso
8. Astucioso, manhoso” (AULETE DIGITAL, 2015)

Inicialmente, o artista é definido como uma “pessoa” que é origem de seus atos, ou seja, que não está ligada a grupos, instituições, ambientes profissionais. É por sua própria dedicação e sensibilidade que ele recebe o nome de artista.

Além disso, é preciso gostar (“gosto”) do que faz. Não se fala de formação ou estudo,  mas de uma demonstração de certas disposições psicológicas. Por essa definição não se “faz” arte, mas se dedica ou se demonstra arte. Nessa mesma direção, outras acepções acrescentam repetidamente: “Artífice talentoso e engenhoso”.  O discurso religioso também está aí presente (“Ela tem alma de artista”).

O artista é visto também como sinônimo de “ator”, típico artista com exposição pública em diversos meios: “Ator de teatro, cinema, televisão ou circo”. Junto com isso vai o sentido de “enganador” em um enunciado fronteiriço entre “representar” e “fingir” ou “enganar”: “Pessoa que representa, finge ou engana muito bem: Chorou tanto, que todos acreditaram. É um artista!”.

Há uma regularidade em alguns dicionários em ordenar os sentidos de menos a mais pejorativos, e nessa direção o verbete artista termina na oitava acepção com “Astucioso, manhoso”, ampliando o sentido de “enganador” colocado anteriormente.

Assim, o artista é definido por um discurso psicológico e moral. E sua atuação se restringe aos meios ligados ao ator (elenco). Distingue-se, desse modo, de outras ocupações ou profissões, como a maioria delas, em que não se menciona como definidor a dedicação, o talento ou o gosto.

Distingue-se também de uma série de ocupações que são definidas pela relação institucinalizada de trabalho, como o lixeiro (“Profissional encarregado de recolher e transportar o lixo”) e o gari (“Funcionário do município, ou contratado por organismo público ou privado, para fazer e conservar a limpeza das ruas”). E de algumas outras que são definidas pela ligação da profissão com a formação universitária, como o médico (“Profissional formado em medicina”) e o engenheiro (“Pessoa formada em engenharia; profissional que a exerce”).

Essas observações nos trazem alguns elementos para se compreender como as ocupações citadinas são significadas de diferentes modos, conforme a posição ocupada pelos sujeitos. Os sentidos ditos e não ditos variam segundo a filiação a uma ou outra formação discursiva (discurso econômico-trabalhista, discurso moral, discurso do sujeito origem dos atos, discurso religioso, discurso educacional).


Bibliografia

AULETE DIGITAL – O DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA. Disponível em: http://www.aulete.com.br. Acesso em 17 de março de 2015.

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